O cérebro das crianças desenvolve-se melhor longe dos ecrãs

0
5320

Pixabay

Manter as crianças longe do iPad e encorajá-las a percorrer e colher ar fresco pode ajudar o desenvolvimento do seu cérebro a longo prazo.

Um novo estudo concluiu que atividade física regular e menos tempo de ecrã é fundamental para desenvolver a função executiva de uma moçoilo, incluindo a capacidade de prestar atenção, intervalar entre tarefas, e tomar boas decisões.

O estudo mostra também que crianças com muro de dois anos que passaram menos de uma hora por dia em aparelhos eletrónicos e que praticaram manobra diariamente apresentaram melhores capacidades cognitivas que as que não o fizeram, segundo os cientistas da Universidade de Illinois Urbana-Champaign.

“A função executiva está subjacente à sua capacidade de se envolverem em comportamentos orientados por objetivos“, explica Naiman Khan, professor de cinesiologia e de saúde comunitária, citado pela Study Finds.

“Inclui capacidades uma vez que o controlo inibitório, que lhes permite regular os pensamentos, emoções e comportamentos; memória de trabalho, através da qual são capazes de manter a informação o tempo suficiente para realizar uma tarefa; e flexibilidade cognitiva, a habilidade com que troca a sua atenção entre tarefas ou exigências concorrentes”, acrescenta o docente.

Os resultados vão de conformidade com as recomendações de dieta e de atividade física da Liceu Americana de Pediatria (AAP). As diretrizes aconselham menos de 60 minutos diários com ecrãs, atividade física diária, cinco ou mais porções de frutas e vegetais por dia e evitar bebidas açucaradas.

Estudos anteriores revelaram que as crianças que aderiram às recomendações da AAP mostraram uma melhor função executiva na juvenilidade. A equipa procurou desvendar quando é que esta relação começa, e se é logo na idade infantil.

Os 356 bebés analisados no estudo, publicado a 23 de agosto no The Journal of Pedriatics, fizeram secção de um projeto separado chamado “STRONG KIDS 2”, que inclui a estudo dos fatores que influenciam os hábitos alimentares e o peso de uma moçoilo, desde o promanação até aos cinco anos.

Os investigadores fizeram inquéritos aos pais ou responsáveis pelas crianças e obtiveram dados sobre os bebés, recolhidos durante cinco anos.

Os pais preencheram um interrogatório sobre os comportamentos dos filhos, tais uma vez que o tempo médio que passam em frente a ecrãs, o quão fisicamente ativos são, que tipo de provisões comem no quotidiano, e se bebem muitas bebidas açucaradas.

No interrogatório também estavam incluídas perguntas sobre a função executiva das crianças. Estas perguntas relacionavam-se com o processo de pensamento, gestão das respostas emocionais, controlo de impulsos, memória, e atenção entre tarefas.

O estudo revela uma relação indireta entre o tempo do ecrã e a função executiva das crianças. Mais especificamente, crianças com menos de uma hora de ecrã por dia têm mais verosimilhança de controlar as suas respostas cognitivas, do que aquelas que passaram a maior secção dos seus dias a olhar para telefones ou televisões.

“Tinham maior controlo inibitório, melhor memória de trabalho e melhor função executiva global”, realça Arden McMath, estudante de pós-graduação da Universidade de Illinois Urbana-Champaign e co-autora do estudo.

As crianças que praticaram atividade física diária também se saíram melhor em testes que envolviam memória de trabalho. No entanto, não foi encontrada qualquer relação entre o peso de uma moçoilo ou a função executiva.

“A influência do envolvimento em comportamentos saudáveis nas capacidades cognitivas parece ser evidente na primeira temporada da puerícia, particularmente para os comportamentos que envolvem atividade física e tempo sedentário”, conclui Khan.

  Alice Carqueja, ZAP //

Deixe um comentário