O faro dos ganhafotos pode ser a chave para o diagnóstico precoce do cancro

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kumon / Flickr

Os insectos conseguem separar as células cancerígenas das saudáveis através do cheiro e também distinguem diferentes tipos de cancro.

Depois de se os nossos melhores amigos de quatro patas se terem revelado úteis na luta contra o cancro, é agora a vez de os gafanhotos se juntarem aos cães nesta lista dos nossos aliados no mundo bicho.

Um novo estudo que ainda não foi revisto por pares mas já está disponível na BioRxiv concluiu que os ganhafotos conseguem enobrecer as células humanas saudáveis das cancerígenas graças ao seu faro frágil — e isto pode ajudar-nos a detectar o cancro mais cedo, relata o Science Alert.

Mais do que isto, os insectos podem identificar linhas de células cancerígenas individuais, o que significa que conseguem interpretar o tipo de cancro em motivo. Os cientistas analisam as mudanças na diligência cerebral dos gafanhotos, que demoram milissegundos, para perceberem se os animais cheiraram ou não o cancro.

Usando elétrodos ligados aos cérebros dos insectos, a equipa mediu a sua resposta a amostras de gás de diferentes células e definiu perfis relativos aos químicos que os animais cheiravam. E eis que os perfis das respostas a células saudáveis eram diferentes das respostas a células com cancro.

Nascente estudo em privado limitou-se a cancros na boca, mas os investigadores acreditam que as capacidades dos gafanhotos podem ser aplicadas a outros tipos de cancro. “Esperávamos que as células cancerígenas parecessem diferentes das células normais. Mas quando os insectos conseguiram enobrecer três tipos diferentes de cancro, isso foi incrível“, revela o microbiólogo e comparte, Christopher Contag.

A taxa de sobrevivência dos cancros detectados já na temporada 4, quando o tumor se espalhou para outras partes do corpo, oscila entre os 10% e os 20%. Quando são diagnosticados na temporada 1, os pacientes com cancro já têm uma verosimilhança de sobreviverem entre os 80% e os 90% — o que demonstra a prestígio da invenção precoce da doença.

A equipa quer agora “hackear” os cérebros dos gafanhotos para tentar utilizar esta capacidade num contexto médico. Ainda é cedo, mas os cientistas têm esperança de gerar um dispositivo que replicar leste mecanismo e consiga detectar a presença de cancro unicamente através da nossa respiração.

  Adriana Peixoto, ZAP //

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