O mito tóxico e fracassado da reciclagem de plástico

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epSos.de / Wikimedia

As grandes empresas têm falhado nas promessas de reciclar e reduzir o uso do plástico. Entre elas está a Coca-Cola, uma das principais patrocinadoras da conferência do clima da ONU COP27.

Quando foi anunciado que a Coca-Cola seria uma das principais patrocinadoras da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, COP27, ativistas imediatamente acusaram a empresa de “lavagem verdejante”.

“Isso é puro e simples greenwashing da Coca-Cola, enquanto a empresa enche o oceano de plástico e emite enormes quantidades de CO2 na produção de embalagens plásticas”, critica Amy Slack, diretora de campanhas e políticas da organização Surfers Against Sewage, com sede no Reino Unificado.

De entendimento com os ativistas do movimento global Break Free from Plastics, a Coca-Cola produz anualmente tapume de 120 milénio milhões de garrafas plásticas.

Muro de 99% são produzidas a partir de combustíveis fósseis, o que contribui para as mudanças climáticas e alimenta a expansão do uso do petróleo na indústria, contra a tendência de transição para robustez limpa, explica a Greenpeace.

Apesar da promessa da Coca-Cola de reduzir em 25% suas emissões até 2030, a maioria das suas embalagens não é reciclada.

A Surfers Against Sewage salienta que 20% dos resíduos das embalagens recolhidas em todo o Reino Unificado trazem a marca Coca-Cola.

Com tão pouco dos 400 milhões de toneladas de resíduos plásticos gerados anualmente a ser reciclado, a Coca-Cola é a ponta do iceberg de um problema muito mais largo, afirma o Fórum Poupado Mundial.

Nos EUA, por exemplo, exclusivamente tapume de 5% dos resíduos plásticos são reciclados, observou o Greenpeace num relatório divulgado no término de outubro sobre o “mito tóxico e fracassado da reciclagem de plástico.”

Adeus a “reutilizar, reciclar e compostar”

Enquanto os resíduos plásticos se multiplicam, as empresas que os produzem afirmam há muito tempo que as suas embalagens em breve serão amplamente recicláveis ou biodegradáveis.

Em reação à controvérsia sobre o patrocínio da COP27, a Coca-Cola declarou que partilha o “objetivo de expulsar os resíduos do oceano“, planeando, até 2030, “recolher e reciclar uma garrafa ou lata para cada uma que seja vendida”.

“O nosso espeque à COP27 está desempenado com a nossa meta cientificamente fundamentada de reduzir as emissões absolutas de CO2 em 25% até 2030, e à nossa avidez de emissões líquidas zero até 2050”, prossegue o enviado.

Os ativistas, porém, questionam todo o concepção da reciclagem. “Empresas porquê Coca-Cola, PepsiCo, Nestlé e Unilever têm há décadas trabalhado em diversas frentes para promover a reciclagem porquê a solução para o resíduo plástico”, relata Lisa Ramsden, da Greenpeace EUA. “Mas os dados são claros: praticamente a maior segmento do plástico não é reciclável.”

Porém, a Coca-Cola, PepsiCo e Unilever estão entre as mais de 80 empresas signatárias do Compromisso Global da Novidade Economia do Plástico, que visa expulsar os resíduos de plástico ou torná-lo segmento de uma economia rodear sustentável.

Lançado em 2018 pela Instalação Ellen MacArthur e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Envolvente (Pnuma), o principal objetivo do compromisso é que os signatários vendam exclusivamente embalagens reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025. Entretanto, um relatório de progresso publicado na última quarta-feira já adiantou que a meta não será cumprida.

Sem caminho viável para o porvir

O fracasso em atingir a meta principal é generalizado entre os signatários, que representam mais de 20% do mercado global de embalagens plásticas, afirma Sander Defruyt, líder da iniciativa New Plastics Economy e membro da direção do Compromisso Global.

“Falta um caminho viável para o porvir“, lamenta Defruyt, referindo-se sobretudo à subordinação contínua de embalagens flexíveis usadas em sanduiches, doces e produtos de higiene pessoal. O problema é “a falta de consenso mundial” para encontrar alternativas.

Muro de 16% das embalagens dos membros signatários do Compromisso Global são invólucros flexíveis “supereficientes” na conservação de mercadorias, mas que permanecem não recicláveis em grande graduação, explica Defruyt.

De todas as embalagens plásticas, 40% são flexíveis, porquê os pacotes de salgadinhos ou champô descartáveis. “É incrivelmente difícil perceber isso”, acrescenta Defruyt.

As taxas de reciclagem atingem um pico de tapume de 30% em poucos países da Europa Ocidental. Embora a proibição de plásticos de uso único na União Europeia vá limitar o volume de alguns tipos de invólucros, será difícil proibir os flexíveis “porque são muito difundidos”.

Mesmo que o relatório de progresso do Compromisso Global de 2022 tenha boas notícias, com a participação de teor reciclado pós-consumo a subir de 4,8% em 2018 para 10% em 2021, o uso de plástico virgem aumentou em 2021, posteriormente dois anos em queda.

Leste aumento indicia uma procura vertiginosa por produtos cujas embalagens plásticas não podem ser recicladas com rapidez suficiente. “Isso reforça a premência de as empresas dissociarem o propagação do uso de embalagens plásticas”, adverte o relatório de progresso do Compromisso Global.

A reciclabilidade e a compostabilidade podem ajudar a fabricar uma economia mais rodear para os resíduos, mas sustar o propagação do uso do plástico exigirá uma “reavaliação fundamental” de porquê os produtos são vendidos e embalados.

Um relatório de junho da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Poupado (OCDE) projeta que o uso e os resíduos globais de plástico quase triplicarão até 2060. Mesmo que a reciclagem aumente nesse período, a poluição plástica global ainda deve duplicar.

Reciclagem não é solução

“Não vamos transpor desse caos a reciclar. Precisamos de uma mudança holística do sistema”, urge Inger Andersen, diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Envolvente, PNUMA.

Lisa Ramsden observa que as taxas de reciclagem estão “a diminuir drasticamente” nos Estados Unidos, em segmento porque a China parou de concordar resíduos plásticos americanos em 2019 – o que corresponde a respeito de 7 milhões de toneladas por ano. Está a ser produzido tanto plástico, que é “impossível recolhê-lo”.

As centenas de bilhões de garrafas plásticas PET produzidas anualmente são teoricamente recicláveis, mas separar o PET de resíduos plásticos diversos – e muitas vezes contaminados – não é economicamente viável. “A solução real é mudar para sistemas de reutilização e recarga“, afirma Ramsden.

Mas, embora a Coca-Cola tenha se comprometido a reutilizar 25% das garrafas plásticas até 2030 (um programa na América Latina já alcançou 16% de reutilização), Ramsden teme que o progressão seja neutralizado por um aumento maciço da produção de garrafas não reutilizáveis.

Um entendimento jurídico global

A resposta final, segundo Ramsden, pode estar no Tratado Global para Terminar com a Poluição Plástica, um entendimento jurídico internacional que deve ser negociado em novembro, posteriormente a COP27.

Legalizado por grandes poluidores porquê Coca-Cola, Nestlé e PepsiCo, o tratado tem porquê objetivo sagrar um regime global de regulamentações e metas de redução de plástico, com potencial de volver a maré e de se tornar “um momento chave na luta contra o resíduo plástico”, acrescenta Ramsden.

Para DeFruyt, se o tratado sagrar o princípio da “responsabilidade estendida do produtor”, as empresas poluidoras deverão permanecer obrigadas a financiar e implementar programas de reciclagem ou reutilização.

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