O QI é ordenado ou diminui com a idade?

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geralt / pixabay

Existe a teoria de que, à medida que se envelhece, perde-se alguma prontidão mental. Mas será que o Quociente de Lucidez (QI) diminui com a idade?

Para esclarecer a questão, a Metafact recorreu ao conhecimento de cinco especialistas em lucidez, ciências do comportamento e psicologia.

“A lucidez é medida por um conjunto de testes, alguns sobre competências linguísticas, outros sobre competências não verbais – uma vez que a solução de puzzles -, e outros sobre a rapidez com que se completa uma tarefa”, disse Michael Thomas, técnico em psicologia e neurociência da Universidade de Birkbeck, em Inglaterra.

“A lucidez é a média das pontuações nessas tarefas, em conferência com o quão muito outras pessoas [da mesma idade] as desempenham”, explicou.

Os testes de QI avaliam diferentes capacidades, tais uma vez que a retenção da informação, o raciocínio abstrato e o processamento visual-espacial. Caso a lucidez seja média para a idade, a pontuação é de 100. Se for supra da média ultrapassa os 100, enquanto aquém da média fica a menos de 100.

De convenção com um item publicado no Science Alert, que cita a Metafact, o QI não muda com a idade. Caso um quidam faça um teste hoje e outro daqui a 10 anos a pontuação será provavelmente muito semelhante. Isto porque o QI é sempre medido em relação a outras pessoas da mesma idade.

“O QI é sempre calculado em relação à idade de uma pessoa, quer seja 10, 15, 25, 25, 50, 72, ou 88 anos. Assim, as que têm 25 anos são comparadas com outras de 25 (…), e as de 50 anos são comparadas com outras de 50”, explicou Alan Kaufman, perito em testes de lucidez da Universidade de Yale, nos Estados Unidos (EUA).

Essa explicação é apoiada por Meiran Nachshon, perito em psicologia da Universidade Ben-Gurion, em Israel. “O QI indica o posicionamento relativo de um quidam em relação à média. Oriente posicionamento relativo é extremamente fixo”.

Para verificar se o QI muda com o tempo, é necessário confrontar o QI das pessoas mais velhas com os seus homólogos mais jovens. Isto não é verosímil devido às razões supra descritas. Mas há outro método.

“A primeira coisa que temos de fazer é encontrar uma ‘medida de conferência’ generalidade para os adultos. Podemos confrontar o desempenho de pessoas de 70 anos, 60 anos, 50 anos, 40 anos, etc., com as normas (grupo ou padrões de referência) estabelecidas para jovens adultos [com uma média de 30 anos]”, disse Alan Kaufman.

O técnico indicou que, de convenção com testes comparativos realizados, há um declínio evidente no QI com a idade.

Existem “diferentes tipos de lucidez, sendo as mais estudadas a lucidez fluida e a cristalizada, que, juntamente com as capacidades designadas por memória de trabalho e velocidade de processamento, são combinadas para produzir o QI global ou de graduação totalidade”, referiu Kaufman.

“A lucidez fluida, ou raciocínio fluido, reflete a capacidade de resolver problemas novos, dos que não são ensinados na escola; enquanto a lucidez cristalizada, ou conhecimento cristalizado, mede a aprendizagem e a solução de problemas que estão relacionados com a escolaridade e com a aculturação”, continuou.

Estes diferentes tipos de lucidez mostram padrões diferentes à medida que se envelhece. A lucidez cristalizada “atinge em média de 98 aos 20-24 anos, sobe para 101 aos 35-44 anos, antes de diminuir para 100 (idades 45-54), depois para 98 (55-64), 96 (65-69), 93 (70-74), e 88 (75+)”, exemplificou o técnico.

Já a lucidez fluida cai muito mais rapidamente. Kaufman revelou que esta “atinge um pico aos 20-24 anos (100), cai gradualmente para 99 (25-34) e 96 (35-44)”, passando para”para 91 (45-54), 86 (55-64), 83 (65-69), 79 (70-74), e 72 (75+)”.

“Os tempos de resposta mais rápidos que alguma vez o quidam terá estão a meio dos vinte e poucos anos, mas – desde que não desenvolva demência – o seu conhecimento de vocabulário aumentará ao longo da vida”, notou Michael Thomas.

Quando o quidam chega à tempo entre os 60 e os 70 anos, “a maioria das competências cognitivas baseadas nas coisas que aprendeu (conhecimento cristalizado) aumentam ou se tornam bastante resilientes. Mas a velocidade com que se fazem as coisas pode diminuir”, apontou.

  ZAP //

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