O que acontece quando (quase) morremos? Finalmente não são só alucinações

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geralt / Pixabay

O primeiro estudo alguma vez realizado sobre o tema mostra uma vez que a luz ofuscante ou os cânticos angelicais não são somente alucinações.

Estes clichés que nos fazem sentir uma vez que se estivéssemos a passar por uma experiência de “quase-morte”, com um filme da nossa vida a passar diante dos nossos olhos, não são somente alucinações.

Cientificamente, o concepção está bastante mal definido. Qualquer neurocientista, ou médico de cuidados intensivos, por exemplo, não sabe muito definir o que é uma experiência de quase-morte, ou sequer o que significa — é necessária mais investigação.

Segundo reporta a IFL Science, cientistas de várias áreas realizaram agora uma novidade pesquisa sobre a morte, que foi apresentada num item publicado em fevereiro na National Library of Medicine.

O estudo é a primeira investigação de sempre a ser revista por pares, sobre o lado científico da morte. Foi realizada para “dar uma visão sobre potenciais mecanismos, implicações éticas e considerações metodológicas para uma investigação sistemática” e “identificar questões e controvérsias” nesta dimensão de investigação.

Mas a verdade é que a morte do século XXI é, sem incerteza, um concepção dissemelhante da morte do antigamente.

Estar ‘irreversivelmente morto’ é estar dependente da tecnologia“, escreveu Anders Sandberg, investigador do Instituto do Porvir da Humanidade da Universidade de Oxford, em 2016.

“Durante muito tempo, a falta de respiração e pulsação foram consideradas uma vez que as marcas da morte, até que os métodos de ressuscitação melhoraram. Hoje, as vítimas de afogamento que sofrem de hipotermia extrema, falta de oxigénio e falta de pulso e respiração durante várias horas podem ser reanimadas (com sorte e algumas intervenções médicas pesadas)”, escreveu Sandberg.

“Mesmo não ter um coração não é morte, se se estiver na mesa do cirurgião de transplante”, salientou o investigador.

Sandberg não esteve envolvido no estudo, mas focou-se na questão certa: a medicina moderna mudou fundamentalmente a forma uma vez que vemos a morte. Temos vindo a aprender o pouco que sabemos sobre a única certeza da vida.

“A paragem cardíaca não é um ataque cardíaco”, explicou Sam Parnia, diretor da Critical Care and Resuscitation Research na NYU Grossman School of Medicine, e responsável principal do novo estudo, em declarações.

“[Em vez disso,] representa a período final de uma doença ou um evento que provoca a morte de uma pessoa”, continuou o profissional.

“A Suporte Obrigatório de Vida a pessoas em paragem cardiorrespiratória (PCR) mostrou-nos que a morte não é um estado integral, mas sim um processo que pode ser potencialmente virado em algumas pessoas, mesmo depois de ter começado”, sublinhou Parnia.

Os investigadores salientam ainda que as evidências sugerem que nem os processos fisiológicos ou cognitivos terminam no “ponto da morte” — e embora os estudos científicos não tenham até agora conseguido provar a verdade das experiências de quase-morte, não são capazes de a rejeitar.

O que é notável é que estas experiências — das quais existem centenas de milhões de registos de diferentes culturas em todo o mundo — relatam consistentemente os mesmos temas e sensações.

Em universal, a experiência de quase-morte envolve primeiro sentir-se separado do próprio corpo e ter um proeminente sentido de consciência e reconhecimento da morte.

Depois, uma sensação de viagem para qualquer orientação, seguido de uma estudo das ações, intenções e pensamentos para com os outros ao longo da vida.

Por término, a sensação de estar num lugar hospitaleiro, antes de finalmente voltar ao mundo real (e, provavelmente, a paramédicos bastante aliviados).

Também se sabe que as experiências de quase-morte não têm muito em generalidade com alucinações, ilusões, ou experiências induzidas por drogas psicadélicas.

No entanto, muitas vezes resultam no mesmo tipo de transformação psicológica positiva a longo prazo, que estudos recentes têm associado ao uso de substâncias uma vez que a psilocibina.

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“O que permitiu o estudo científico sobre a morte é o facto de as células cerebrais não ficarem irreversivelmente danificadas em minutos de privação de oxigénio, quando o coração pára”, explicou Parnia.

“Em vez disso, ‘morrem’ ao longo de algumas horas. Isto permite aos cientistas estudar objetivamente os eventos fisiológicos e mentais que ocorrem”, notou ainda.

A ciência moderna já nos deu uma visão sobre alguma desta experiência: estudos eletroencefalográficos mostraram, por exemplo, o surgimento de atividade gama e picos elétricos em relação à morte — um maravilha normalmente associado a uma maior consciência.

Será isso responsável pelos “estados elevados de consciência e de reconhecimento da morte”, sentidos por aqueles que se aproximam do término? Com futuras pesquisas, Parnia e os seus colegas esperam desenredar a resposta.

“Poucos estudos têm explorado o que acontece quando morremos de uma forma objetiva e científica”, comentou Parnia.

“[O nosso estudo] oferece perspetivas intrigantes sobre uma vez que a consciência existe nos seres humanos e pode furar caminho a mais investigação”, conclui.

  Alice Carqueja, ZAP //

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