o que as bicicletas poupam nos Países Baixos

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Ted McGrath / Flickr

Parque de estacionamento para bicicletas em Amesterdão

Se toda a população mundial utilizasse a bicicleta uma vez que os holandeses utilizam, a poupança seria de 680 milhões de toneladas de dióxido de carbono.

A bicicleta, apesar de já ter sido associada a outras coisas noutros tempos, é visto uma vez que um transporte “companheiro do envolvente”.

E poderia ser mais utilizada – embora tenha havido um desenvolvimento nos últimos anos, sobretudo por desculpa da pandemia.

Um estudo, publicado nesta quinta-feira na revista Nature, publica a primeira base de dados global sobre a utilização de bicicletas em cada país, entre 1962 e 2015.

Em 1962 havia tapume de 20 milhões de bicicletas; em 2015 esse número subiu para 123 milhões. É um desenvolvimento superior ao dos carros, em graduação dissemelhante.

Mas o facto de muita gente ter uma bicicleta em moradia não quer manifestar obrigatoriamente que essas pessoas se sentam numa bicicleta com frequência.

Uma das conclusões principais é o escasso recurso a bicicletas em viagens diárias: menos de 5% na maioria dos países.

O clima em cada região, os terrenos montanhosos e as distâncias entre cidades pequenas (e com densidade populacional baixa) estão entre os principais entraves.

Os investigadores apelam a uma política global pró-bicicleta, com construções ou melhorias de infraestruturas que facilitem a sua utilização, para ajudar no combate às alterações climáticas e para trazer benefícios para a saúde de muita gente, de uma forma que não foi explorada até agora.

Sem surpresa, um dos países destacados foi Países Baixos, famoso por ser um país onde se vê sempre pessoas a andarem de bicicleta no seu dia-a-dia.

O jornal The Independent cita números: se toda a população mundial utilizasse a bicicleta uma vez que os holandeses, seria evitada anualmente a emissão de 680 milhões de toneladas de dióxido de carbono – mais do que a emissão anual de toda a Alemanha, por exemplo.

Suécia, Dinamarca, Japão e Países Baixos são os quatro países onde a bicicleta representa mais de 15% das viagens diárias da sua população.

No caso da Dinamarca, a média revelada representaria a poupança de 414 milhões de dióxido de carbono todos os anos.

  ZAP //

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