O que é que Stonehenge e churrascos têm a ver? Mais do que pode imaginar

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(CC0/PD) Walkerssk / pixabay

As pessoas que viviam perto de Stonehenge podem ter usado o local para cozinhar animais e comerem em grupo, numa espécie de churrasco.

Se acha que os churrascos são uma invenção moderna, pense duas vezes. Embora não exista uma referência exata sobre a origem desta prática, presume-se que terá surgido a partir do domínio do fogo na pré-história. O processo de confeção com fogo deixava a carne mais macia, o que era importante numa altura em que as pessoas usavam apenas as suas mãos para comer.

Mais inesperado será o facto de que o Stonehenge poderá ter servido para fazer churrascos. As teorias para o propósito deste monumento são variadas, mas descobertas recentes sobre as criações culinárias dos construtores de Stonehenge apontam para uma curiosa conclusão: estas pessoas eram adeptas de churrasco.

As conclusões dos investigadores da Universidade de York e da Universidade de Sheffield já são conhecidas desde 2015 e foram conseguidas através da análise de resíduos de gordura de ossos de animais e cacos de cerâmica do local.

Segundo a Smithsonian Magazine, foram encontrados padrões indicativos de um processo de assado. Além disso, a variedade de diferentes ossos bovinos e suínos sugere que as pessoas trouxeram o animal inteiro ou encontraram-no e abateram-no ali mesmo. As ferramentas encontradas apoiam essa teoria.

Os arqueólogos sugerem que o churrasco pode ter desempenhado um papel na seleção do local específico para o monumento. ‘Se a montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha’, já diz o ditado.

David Jacques, da Open University, no Reino Unido, diz que o local de Stonehenge pode ter sido escolhido com base nas rotas de migração de rebanhos de animais.

“Os animais foram trazidos de toda a Grã-Bretanha para serem grelhados e cozinhados em reuniões em massa ao ar livre e também para serem comidos em refeições organizadas de forma mais privada dentro das muitas casas em Durrington Walls”, disse Mike Parker Pearson, professor da University College London.

Apesar de tudo, as evidências não são claras. Os investigadores também não sabem ao certo como é que os locais cozinhavam a carne.

  ZAP //

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