O que temer do novo coronavírus Khosta-2 que vem da Rússia?

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Anna Shvets / Pexels

Depois de dois anos de tormenta com a covid-19, há um novo coronavírus à espreita na vida selvagem. O Khosta-2 foi detectado em morcegos na Rússia e tem capacidade para infectar humanos. Aliás, pode ser resistente às vacinas actuais, o que levanta algumas preocupações.

O Khosta-2 é um novo coronavírus que pertence ao sub-grupo dos sarbecovírus, tal porquê o SARS-CoV-2 que provoca a doença covid-19. Foi desvelado em morcegos perto do Parque Vernáculo de Sochi, no sul da Rússia, em 2020. Mas, na profundidade, os cientistas concluíram que não apresentava riscos para os humanos.

Passados dois anos, descobriram que, enfim, também pode infectar as células humanas e que, por isso, pode tornar-se numa novidade prenúncio de saúde pública.

“Geneticamente, estes estranhos vírus russos pareciam-se com alguns dos outros que foram descobertos noutras partes do mundo, mas porquê não se pareciam com o SARS-CoV-2, ninguém pensou que fossem realmente um tanto com que permanecer muito entusiasmado. Mas quando olhamos mais para eles, ficamos realmente surpreendidos por desvendar que podiam infectar células humanas”, explica num expedido o virologista Michael Letko, um dos autores da investigação feita na Universidade Washington State (WSU), nos EUA.

“Isto muda um bocadinho a nossa compreensão sobre estes vírus, de onde vêm e a que regiões dizem saudação”, aponta Letko no expedido divulgado pela Science Alert.

Note-se que há centenas de sarbecovírus já descobertos, sobretudo na Ásia, mas a maioria não tem capacidade para infectar as células humanas.

Porquê se transmite?

O Khosta-2 foi encontrado entre morcegos-ferradura (Rhinolophus hipposideros), uma espécie que também se pode encontrar na Europa e no setentrião da África. Acredita-se que circule na vida selvagem entre morcegos, pangolins, guaxinins e civetas de palmeira.

As pesquisas iniciais sugerem que o novo coronavírus pode transmitir-se aos humanos usando um receptor, tal porquê acontece no caso do SARS-CoV-2.

“Essa variação no uso de receptores entre vírus intimamente relacionados pode até simbolizar uma estratégia evolutiva para a persistência viral dentro da população hospedeira do reservatório”, referem os autores do estudo citado.

Mas um dos receios dos cientistas é que o Khosta-2 venha a cruzar-se com o SARS-CoV-2 na natureza, ou com outro vírus, o que poderia ter consequências imprevisíveis.

Que transe representa?

Nesta profundidade, é prematuro expressar se levante novo coronavírus tem potencial para desencadear uma novidade pandemia, ou até mesmo uma epidemia.

A investigação agora divulgada aponta que o Khosta-2 tem “características preocupantes”, salientando que pode infectar células humanas de forma semelhante ao SARS-CoV-2.

Mas, para já, os investigadores acreditam que o novo coronavírus não possui algumas das características genéticas do SARS-CoV-2 que permitem o surgimento da doença em humanos, neste caso a covid-19.

Porém, teme-se que o Khosta-2 possa lucrar forças em combinação com outro vírus, nomeadamente o SARS-CoV-2, “para produzir um vírus potencialmente mais perigoso”, destaca Letko.

Vacinas da covid-19 não parecem ser eficazes contra o Khosta-2

Ainda não é verosímil expressar com certeza se as vacinas actuais podem ser modificadas e adaptadas para combaterem o Khosta-2. Mas as investigações realizadas indicam que os anticorpos criados com as vacinas da covid-19 não são eficazes, nem tão pouco os anticorpos criados em pessoas infectadas pela versão Omicron.

Mas as investigações realizadas foram feitas em experiências com culturas de células. Por isso, “não podemos expressar com 100 por cento de certeza que estas respostas imitam verdadeiramente uma infecção real numa pessoa”, aponta Letko.

“Pode ser verosímil que a resposta imune numa pessoa real seja mais diversificada e eficiente do que neste sistema experimental simplificado que usamos”, admite o virologista.

Entretanto, já há investigações para tentar desenvolver vacinas que protejam contra os sarbecovírus em universal. Quanto mais depressa for encontrada uma solução, menos riscos corremos de ter às portas mais uma pandemia trágica – seja devido ao Khosta-2 ou a outro coronavírus.

  ZAP //

 

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