O seu telemóvel pode revelar quando é que uma ponte está perto de desabar

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Joonyeop Baek / Unsplash

Investigadores sugerem que dados recolhidos através do telemóvel podem ajudar a prever quando é que uma ponte está perto de desabar, de forma a intervir e repará-la.

A queda de uma ponte suspensa em Morbi, no oeste da Índia, levou à morte de 135 pessoas, numa fundura em que centenas de pessoas passavam na infraestrutura, inaugurada quatro dias antes.

Saber quando é que uma ponte pode desabar parece uma tarefa comparável a procurar uma agulha num palheiro. O método mais geral são inspeções visuais, que podem ser bastante demoradas. A selecção são sensores, que, por sua vez, são caros.

A solução para leste problema pode estar no seu telemóvel.

Os acelerómetros dos nossos smartphones recolhem informações à medida que passamos por pontes. Isto pode revelar se a estrutura está a enfraquecer e ajudar-nos a saber quando repará-la, escreve a revista New Scientist.

Investigadores da United States Military Academy desenvolveram um sistema para medir frequências modais — de forma semelhante aos sensores — para monitorizar a integridade da ponte, usando dados de movimento dos telemóveis.

“Não precisamos de comprar nenhum sensor suplementar ou peculiar para recolher os dados de que precisamos em graduação”, diz Thomas Matarazzo, líder da equipa de investigadores.

A emprego do smartphone usa dados do GPS e informações dos acelerómetros, que podem revelar qualquer movimento que o telemóvel faça.

Os cientistas testaram três cenários diferentes. No primeiro, colocaram dois iPhones nos seus carros e passaram 102 vezes pela Golden Gate Bridge, em São Francisco. No segundo, chamaram um Uber e passaram 72 vezes pela mesma ponte. No terceiro cenário, usaram smartphones Android em murado de 250 viagens por uma ponte em Ciampino, em Itália.

Os investigadores descobriram que podiam medir as frequências modais das pontes, em qualquer um dos cenários, até 3% das leituras feitas por sensores estáticos de subida precisão.

Ainda assim, os dados recolhidos pelos telemóveis provavelmente teriam de ser complementados por inspeções humanas em alguns casos.

  ZAP //

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