O teletrabalho já existia para os salineiros do Poderio Maia

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O teletrabalho já existia para os salineiros Maias. Os produtores de sal do Poderio Maia tinham um dentro nas suas casas onde trabalhavam o ano inteiro.

A pandemia de covid-19 veio apresentar muitos de nós ao noção de teletrabalho. Aqueles cujos empregos permitiram, trabalharam a partir do conforto das suas casas, principalmente durante os confinamentos. Em alguns casos, há empresas que até adotaram nascente padrão já depois do coronavírus principiar a dar tréguas.

Embora o teletrabalho possa parecer um tanto dos nossos tempos, a verdade é que já existia um tanto parecido há mais tempo do que alguma vez poderíamos pensar. Que o digam os produtores de sal do idoso Poderio Maia, que trabalhavam no mesmo sítio em que viviam.

A epílogo surge uma investigação no sul do Belize, em que uma equipa de arqueólogos descobriu sobras estruturais que indicam que antigos trabalhadores Maias produziam sal em cozinhas anexadas às suas casas.

Desta forma, explica a Smithsonian Magazine, os salineiros do Poderio Maia podiam produzir sal durante o ano inteiro. Isto resultava num excedente que depois comercializavam com cidades do interno.

Os investigadores fizeram estas descobertas em Ta’ab Nuk Na, o maior idoso lugar de trabalho de sal maia dentro do Parque Pátrio Paynes Creek. Os resultados do estudo foram recentemente publicados na revista científica Antiquity.

Para saberem mais sobre as pessoas que moravam lá, a equipa mapeou os sobras das antigas estruturas que agora estão submersas numa lagoa costeira. No processo, descobriram centenas de postes de madeira que antes sustentavam as paredes dos edifícios maias.

Os arqueólogos usaram bandeiras para mapear a localização dos postes de madeira submersos. Para quem olha de fora, a visão é curiosa.

Heather McKillop / Louisiana State University

Mas o que é que isto tem a ver com o teletrabalho dos Maias? Através do mapeamento, os arqueólogos conseguiram extrapolar porquê é que os Maias usavam cada prédio, muito porquê a forma porquê viviam e trabalhavam. Os arqueólogos acreditam que os postes separavam três cozinhas de sal e vários edifícios residenciais.

Os especialistas suspeitam que as famílias Maias trabalhavam nas suas próprias casas, produzindo sal, cozinhando, fiando algodão, moendo milho, entre outros trabalhos.

Os salineiros de Ta’ab Nuk Na poderiam ter produzido mais de uma tonelada de sal por semana. Juntamente com outras salinas próximas, os cientistas estimam que os moradores poderiam ter criado sal suficiente para 24 milénio pessoas.

  Daniel Costa, ZAP //

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