Os cultos satânicos (por fim) não são tão maus porquê parecem

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Jusotil_1943 / Flickr

Quando se pensa no termo satânico, a tendência é associar a cultos que envolvem exorcismos, sacrifícios e rituais. Mas a verdade pode ser dissemelhante da fantasia criada à volta desse concepção e das imagens vistas nos filmes de terror, porquê é o caso do Exorcista.

Num cláusula publicado em 1993 na JSTOR, os académicos Diane E. Taub e Lawrence D. Nelson revelaram que, “enquanto os aspetos antissociais e criminosos do satanismo têm sido o foco da maior secção da escrita laica e dos meios de notícia, o exposição sociológico tem geralmente representado o satanismo porquê uma religião opção inofensiva e cumpridora da lei”.

Num cláusula publicado no Big Think, o jornalista Tim Brinkhof indicou que, apesar da sua influência na cultura ‘pop’, os filmes e enredos não retratam com precisão os cultos satânicos ou as pessoas que neles participam. “O [filme] Exorcista diz menos sobre o satanismo do que sobre a Igreja Católica Romana, onde o exorcista e o padroeiro do diabo eram (e continuam a ser) profissões reais”, referiu.

No livro “The Little Book of Satanism: A Guide to Satanic History, Culture, and Wisdom” (“O pequeno livro do satanismo: um guia para a história, cultura e sabedoria satânica”, em tradução livre), a jornalista La Carmina chegou a uma desenlace semelhante a de Taub e Nelson.

“Os satanistas modernos não são violentos e, na sua maioria, são ateus, o que significa que não acreditam na existência do diabo”. Também não sacrificam animais e crianças. “Pelo contrário, Satanás – o criancinha derribado que desafiou Deus – é uma metáfora para a revolta contra a superstição e a domínio arbitrária”, explicou.

Segundo o cláusula, “o Satanás nos cultos satânicos modernos não é a figura que encontramos no Vetusto Testamento, que usa a dor, o miragem e a desgraça para testar a piedade de pessoas porquê Jó. Nem é o Satanás do Novo Testamento, que parece tentar Cristo, cimentando-se porquê o opositor de Deus”.

O poema heróico de John Milton, “Paradise Lost”, de 1667, é uma das primeiras peças de literatura que retrata o Diabo sob uma luz positiva. O Satanás de Milton, divulgado porquê Lúcifer antes da sua queda, é um anti-herói carismático, que se rebela e paga por isso. O poema sugere que Lúcifer é orientado pela sua ânsia de poder e pelo libido de reconhecer a sua própria individualidade.

Já na Idade do Iluminismo, continuou o jornalista Tim Brinkhof, o fascínio pelo opositor tradicional de Deus continuou a crescer. Neste novo contexto, simbolizava o individualismo, a rebelião contra uma domínio arbitrária, incompetente, ou injusta – temas integrantes do satanismo dos tempos modernos.

De convenção com o cláusula, enquanto na religião convencional é pregada a indiferença e a conformidade, no satanismo defende-se a tolerância e a liberdade de sentença. Prega-se “a indulgência em vez da dieta. Isto pode parecer um amplexo indiscriminado de desejos carnais – muito, porque é – mas também implica que uma pessoa não deve ser envergonhada pela sua sexualidade”, relatou.

Os seguidores encorajam a uma leitura opção de textos religiosos, porquê o Livro do Génesis. Neste, uma serpente convence Eva a manducar o fruto proibido, fazendo com que ela e Adão fossem expulsos do Jardim do Éden. “Embora esta não seja uma tradução cristã dominante, alguns interpretaram a história porquê sendo Eva fraca (enquanto Adão supostamente teria resistido), e alguns homens usaram isto porquê uma desculpa para tratar as mulheres porquê inferiores”, continuou.

Um satanista, pelo contrário, retrata Eva porquê corajosa. Em vez de cometer um perversão, ela unicamente se defendeu, “recusando-se a admitir a sua subserviência a Adão e tentando lucrar conhecimento e poder, que lhe foi arbitrariamente recusado pelo seu pai”, apontou ainda o repórter.

Cultos satânicos porquê veículos para a mudança

Na sua estudo, Tim Brinkhof referiu também que, “tal porquê Cristo sofreu tortura e injustiça na cruz, também os cristãos devem suportar as muitas dificuldades que encontram ao longo das suas vidas. É uma ideologia bela e bastante suasivo. Infelizmente, por vezes é utilizada – incorretamente – porquê argumento para justificar por que razão os impotentes devem admitir a sua subjugação aos poderosos”.

Também cá, os cultos satânicos discordam da religião convencional. Em vez de dar a outra face, apelam aos seus seguidores para que decretem “vingança”. Mas não se trata de violência: investigadores dos anos 70 e 80 descreveram repetidamente a organização porquê pacífica e cumpridora da lei. É um apelo à ação, à solução de situações de injustiça em vez de tolerar em silêncio.

O Templo Satânico, declarou o jornalista, projetou-se porquê um veículo de mudança social. Nos últimos anos, tem sido intransigente no seu base aos direitos reprodutivos das mulheres. Uma vez que instituição religiosa reconhecida, pode proteger as liberdades civis dos seguidores de formas que um grupo de ativistas não poderia.

Em 2015, a organização processou o Estado do Missouri, argumentando que as suas leis rigorosas sobre o monstro violavam as convicções religiosas dos seus membros. Desde portanto, casos semelhantes foram levados aos tribunais do Texas, Idaho, e Indiana, entre outros.

O Templo Satânico é também um padroeiro da comunidade LGBTQ. Quando um pasteleiro cristão do Colorado recusou-se a fazer um bolo de enlace para clientes gays, os membros do Templo Satânico pediram bolos que elogiavam o diabo. Embora a orientação sexual não esteja explicitamente protegida pela Lei dos Direitos Civis, é contra a lei as empresas recusarem clientes com base na sua religião.

  ZAP //

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