Os peixes também sabem fazer contas

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oakleyoriginals / Flickr

Ciclídeos, família de peixes de chuva guloseima

Um novo estudo conseguiu treinar peixes para fazerem pequenos cálculos simples de soma e subtração.

Quando estamos perante coisas em números pequenos, o nosso cérebro adiciona ou subtrai maquinalmente, sem sequer precisarmos de descrever. Surpreendentemente, não somos os únicos com esta capacidade.

Um novo estudo publicado na Scientific Reports descobriu que os ciclídeos e as raias também conseguem saber imediatamente com um único relance quantos peixes têm à sua frente. Já há qualquer tempo que se sabia que estes peixes podiam ser treinados para enobrecer quantidades de três e quatro, mas a novidade pesquisa que as espécies podem mesmo fazer cálculos.

“Treinamos os animais para fazerem adições e subtrações simples. Ao fazerem isso, tinham de aumentar ou diminuir o valor inicial em um”, explica Vera Schluessel, investigadora que liderou o estudo.

Para leste treino, os cientistas usaram um método que já tinha tido sucesso no pretérito, mostrando uma coleção de formas geométricas aos peixes, cujas cores indicam que a operação tinham de fazer. Caso fossem azuis, os peixes tinham de aditar um e se fossem amarelos, subtraíam um, explica o Science Daily.

Depois de verem o incentivo original — com quatro quadrados —, os animais foram mostrados duas novas imagens, uma com cinco e outra com três quadrados. Se nadassem em direção à imagem correta, os peixes eram premiados com comida. Caso nadassem para a imagem errada, não recebiam zero. Ao longo do tempo, os animais aprenderam a associar o azul com a soma e o amarelo com a subtração.

Para garantirem que os peixes tinham internalizado a regra matemática por detrás das cores, os investigadores omitiram propositadamente alguns cálculos durante os treinos, que lhes foram mostrados já depois da tempo de aprendizagem. Mesmo nestes casos, os peixes escolheram frequentemente a resposta correta.

Os resultados surpreenderam os investigadores, principalmente dada a dificuldade das tarefas, já que os peixes não eram sempre expostos às mesmas formas, mas sim a uma combinação de formas diferentes.

“Por isso, os animais tinham de reconhecer o número de objetos mostrados ao mesmo tempo que inferiam a regra do cômputo através da cor. No universal, é um feito que exige capacidades de pensamento complexas“, remata Schluessel.

  ZAP //

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