Os porcos reconciliam-se posteriormente conflitos. Isso confirma a sua lucidez

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Pascal Debrunner / Unsplash

“Eu palato de porcos”, disse supostamente Winston Churchill uma vez, acrescentando: “os cães olham-nos para cima, os gatos olham-nos para grave, mas os porcos tratam-nos porquê iguais”.

A verdade é que os porcos são animais sociais inteligentes. E, porquê todos os animais, por vezes lutam, notou o Economist.

Num estudo recentemente publicado na Bicho Cognition, o antropólogo biológico da Universidade de Turim, em Itália, juntamente com os seus colegas, analisou a forma porquê um grupo de 104 porcos domésticos resolviam as suas disputas. No totalidade, estudaram os detalhes de 216 conflitos, ao longo de seis meses.

Segundo a estudo, alguns porcos tendem a ser agressores e outros tendem a ser vítimas. Quem é o que depende em grande segmento do peso, pois, entre estes (porquê entre muitos animais), os quilos significam poder. O assaltante pode morder, pontapear, percutir ou levantar a vítima (ou encadear uma sequência dessas ações). A maioria dos conflitos terminou em segundos, alguns duraram um minuto ou dois.

Na maioria das espécies animais, seria só isso. No entanto, muitos dos conflitos entre os porcos tinham partes interessadas, para além dos protagonistas. O investigador queria compreender o papel desses espetadores na solução das lutas – e o que isto diz sobre as capacidades cognitivas dos porcos.

Embora não houvesse tempo suficiente para um porco espetador intervir durante um conflito, a equipa analisou o que acontecia nos três minutos que se seguiam aos conflitos. Por vezes, os protagonistas faziam as pazes sozinhos, tocando nos narizes. Quanto mais distantes estavam os combatentes, mais frequentemente isto acontecia.

Norscia sugeriu que as relações entre familiares próximos são mais seguras, pelo que uma reconciliação rápida e explícita é menos necessária para estes do que para aqueles que não são próximos.

Noutras ocasiões, porém, um terceiro porco intervinha. Por vezes, agia porquê um pacificador, envolvendo-se com o assaltante e reduzindo o número de ataques. Noutras ocasiões, envolvia-se com a vítima. Isto parecia acalmar a vítima, pois reduzia comportamentos relacionados com a impaciência, porquê tremores.

Oferecer consolo aos oprimidos coloca os porcos num clube pequeno e restrito, notou o Economist. Alguns primatas, incluindo os humanos, fazem-no. O mesmo acontece com canídeos e corvos. Suspeita-se que elefantes, cetáceos, papagaios e alguns roedores também o façam, embora não existam provas conclusivas.

Estas espécies são conhecidas por terem desenvolvido, independentemente umas das outras, altos níveis de lucidez, tanto individual porquê social.

A lucidez social não precisa, no entanto, de ser inteiramente altruísta. Durante a investigação, a equipa verificou que os porcos são mais propensos a intervir posteriormente um conflito se estivessem intimamente relacionados quer com o assaltante quer com a vítima.

  ZAP //

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