Perceptibilidade Sintético já consegue falar com animais

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baluda / Flickr

Cientistas estão a usar Perceptibilidade Sintético para discursar com abelhas, golfinhos e elefantes. Karen Bakker teme as consequências.

A capacidade de discursar com animais é certamente alguma coisa que poucos de nós rejeitariam. Hoje em dia, a ciência já esteve mais longe do tornar esse sonho uma veras.

Karen Bakker, professora da University of British Columbia, revelou recentemente que a tecnologia de Perceptibilidade Sintético está a ser usada para discursar com abelhas, golfinhos e elefantes.

“As tecnologias digitais, tão frequentemente associadas à nossa desvairo da natureza, estão a oferecer-nos uma oportunidade de ouvir os não-humanos de maneiras poderosas, revivendo a nossa conexão com o mundo procedente”, escreve Karen Bakker no seu novo livro, “The Sounds of Life: How Do dedo Technology Is Bringing Us Closer to the Worlds of Animals and Plants”.

“Agora, isto levanta uma questão moral muito séria, porque a capacidade de falar com outras espécies parece intrigante e fascinante, mas pode ser usada para fabricar um tino de parentesco mais profundo ou um tino de domínio e capacidade de manipulação para domesticar espécies selvagens que nós nunca, uma vez que humanos, fomos capazes de controlar anteriormente”, disse Bakker numa entrevista à Vox.

Bakker falou sobre o caso de uma equipa de investigadores alemães que codificou sinais de zangão num robô, que depois enviaram para uma colmeia.

“Esse robô é capaz de usar a informação de dança das abelhas para expor às abelhas para parar de se moverem, e é capaz de expor a essas abelhas para voarem para uma manadeira específica de néctar”, explicou Bakker à Vox.

Bakker reitera as suas preocupações de que estes avanços científicos levem ao uso imperdoável de animais.

Todavia, “a esperança é que, com essa moral em vigor, no porvir, nós – você e eu, pessoas comuns – tenhamos muito mais capacidade de sintonizar os sons da natureza e entender o que estamos a ouvir”, argumentou a investigadora.

O processo usado pela Perceptibilidade Sintético para falar com os animais é muito dissemelhante daquele que os humanos testaram até agora.

Bakker explicou que o processo começa com a gravação de sons que animais e vegetação fazem para detetar padrões e “associá-los a comportamentos e tentar ordenar se há informações complexas a serem transmitidas pelos sons”.

“O que estão a fazer não é tentar ensinar a linguagem humana a essas espécies, mas compilar, essencialmente, dicionários de sinais e depois tentar entender o que esses sinais significam nessas espécies”, explicou à Vox.

  Daniel Costa, ZAP //

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