Planta de estrelas mais velho de sempre revelado num manuscrito medieval

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Museum of the Bible CC BY-SA 4.0

O planta foi desenhado num pergaminho onde o texto original tinha sido raspado para se poder ortografar por cima, estando escondido adiante de todos. Os cientistas suspeitam que tenha sido da autoria do astrónomo heleno Hiparco.

Enquanto observava fotografias de um manuscrito velho durante o confinamento, um historiador especializado na Idade Média descobriu aquele que se pensa ser o planta de estrelas mais velho alguma vez encontrado, escondido sob um texto cristão que foi escrito por cima.

De combinação com um novo estudo publicado na Journal for the History of Astronomy, o planta terá sido feito pelo astrónomo heleno Hiparco (190-120 A.C.), que foi dos primeiros a riscar a posição das estrelas no firmamento e dos quais catálogo de mapas é procurado há séculos.

O manuscrito foi encontrado no Mosteiro de Santa Catarina, na Península do Sinai, no Egipto, e contém textos siríacos dos séculos X e XI que foram escritos em pergaminhos que foram usados uma vez que palimpsestos, ou seja, os textos originais foram raspados para que se pudesse ortografar novamente por cima.

Já desde 2012 que os cientistas estavam a tentar interpretar o que tinha sido escrito originalmente no papel, antes de o teor ter sido raspado. Foi até invenção uma passagem em heleno que foi atribuída ao astrónomo Eratóstenes.

As páginas foram analisadas com modelos de imagem multiespectral, que fotografam as páginas com vários comprimentos de vaga de luz. Depois, os investigadores usaram algoritmos que combinaram as imagens de forma a que o texto que foi desvanecido fosse mais perceptível.

Com levante método, foram descobertas coordenadas de estrelas no meio de relatos de mitos sobre as origens das estrelas, que terão sido escritos por Eratóstenes nos séculos V ou VI, relata o IFLScience.

A Terreno cumpre um ciclo a cada 26 milénio anos publicado uma vez que precessão, — um maravilha revelado pelo próprio Hiparco — quando oscila ligeiramente no seu eixo, o que leva a que a localização das estrelas no nosso firmamento nocturno se altere em muro de um intensidade a cada 75 anos.

Tendo em conta estes cálculos, os cientistas conseguiram prezar quanto levante planta secreto foi feito — e os resultados coincidem com o período em que Hiparco estava a trabalhar. Já há séculos que os académicos procuram pelo seu Catálogo de Estrelas, devido às várias referências a levante espalhadas pelos textos antigos.

Nenhum manuscrito alguma vez foi encontrado, o que alimentou suspeitas de que o documento nunca sequer existiu. A equipa acredita que esta novidade invenção dá um novo fôlego às buscas.

“O novo migalho deixa tudo muito, muito mais evidente. Levante Catálogo de Estrelas, que paira na literatura uma vez que uma coisa quase hipotética, tornou-se muito concreto“, afirma Mathieu Ossendrijver, historiador de astronomia.

A equipa quer agora usar as mesmas técnica noutros textos e manuscritos. Quem sabe quais os tesouros que podem estar escondidos à vista de todos?

  Adriana Peixoto, ZAP //

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