Podem os drones ser o futuro da pesca?

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Aaron Burden / Wikimedia

A tecnologia ajuda os pescadores a encontrar o peixe mais facilmente, mas há preocupações sobre o seu impacto sobre as espécies protegidas.

Já se antecipa que num futuro próximo, as entregas passem a ser feitas por drones e que os nossos céus se transformem em estradas para estes estes pequenos aviões pilotados à distância. Mas esta está longe de ser a única aplicação para os drones no futuro — e já há pescadores que os usam no trabalho.

A busca pelo peixe pode ser difícil e os drones são uma boa ajuda neste sentido. Existem até já drones criados especificamente para a pesca que são à prova de água e aguentam com uma carga pesada de isco e outros até já vêm equipados com um sonar e um isco luminoso.

A maioria dos dispositivos só aguenta com alguns quilos de peixe, o que dificulta o seu uso na pesca de peixes maiores, mas conseguem atirar o gancho ainda mais longe do que pescadores experientes, relata a Smithsonian Mag.

O uso dos drones pode aparentemente facilitar a tarefa, mas a verdade é que também exige algum treino. Para além disto, também dão a possibilidade a pessoas com problemas de mobilidade de participarem na atividade.

Mas nem todos estão convencidos. Alguns entusiastas da pesca acreditam que o uso desta tecnologia elimina o elemento desportivo da prática e que destrói a atmosfera pacífica e calma que se associa à pesca.

No plano político, já vários estados americanos, incluindo, Michigan, Oregon e Havai já proibiram a pesca e a caça com drones. A África do Sul fez o mesmo depois de serem publicados vídeos de pessoas a usar a tecnologia para apanhar espécies protegidas de tubarões.

Os críticos da prática argumentam que os drones vão aumentar o número de linhas em águas profundas e aumentar o risco que de os ganchos apanhem espécies protegidas.

Para Leimana DaMata, diretora executiva do Comité de Aconselhamento Aha Moku, o problema também é cultural e afeta as comunidades indígenas do Havai. “Se têm um drone e podem ir para para estas áreas, vão ser invadidas e violadas por pescadores que não querem saber do aspeto cultural da área”, considera.

  ZAP //

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