Polícia espanhola recupera peça de tapeçaria roubada, 42 anos depois

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Wikimedia

O pedaço desunido no esquina da tapeçaria foi renovado 42 anos depois do roubo

O famoso ladrão de arte Erik, o Belga roubou seis tapeçarias flamengas de uma igreja espanhola há 42 anos. As obras foram recuperadas poucos anos depois, com a restrição de um pedaço que foi desunido — que só foi devolvido agora.

A polícia espanhola descobriu finalmente a peça que faltava numa obra de arte que foi roubada há 42 anos.

O roubo aconteceu a 7 de Novembro de 1980, em Castrojeriz, no setentrião de Espanha. Durante as primeiras horas da manhã, um famoso ladrão de arte entrou na igreja histórica da vila e roubou seis famosas tapeçarias flamengas criadas por Corneille Schutz, relata a Smithsonian Mag.

René Alphonse van der Berghe, publicado por Erik, o Belga, é o publicado ladrão de arte que esteve por detrás deste assalto, tendo morrido em Espanha, onde viveu grande segmento da sua vida, em 2020 aos 81 anos.

Tinha um sonho de roubar a Mona Lisa que ficou por executar, mas relatou outros dos seus feitos no mundo do violação na autobiografia Erik o Belga, Pelo Paixão à Arte. Nunca recorreu à violência durante um roubo.

Poucos anos depois do rapinagem, a Interpol conseguiu restabelecer todas as tapeçarias, mas a maior das seis tinha sido cortada, faltando um quadro no seu esquina subordinado esquerdo. Eventualmente, as autoridades acabaram por desistir deste pedaço perdido, considerando que nunca o conseguiriam restabelecer.

Mas no ano pretérito, o investigador Ángel Alcaraz decidiu voltar ao caso. Depois de contactar o jurisconsulto do falecido ladrão, acabou por deslindar o paradeiro da peça desaparecida. O pedaço foi assim devolvido à igreja numa protocolo em Fevereiro.

A polícia suspeita que o ladrão tenha inicialmente desunido a tapeçaria na esperança de encaixilhar o pequeno quadro e vendê-lo separadamente, não o tendo conseguido fazer. O quadro desunido retratava um dos muitos pequenos anjos que decoravam as beiras das seis tapeçarias.

Se faltar um querubim no fundamento, é um fundamento menor“, revelou Alcarez numa conferência de prensa citada pelo The Guardian. “E se faltasse nascente pequeno querubim nesta tapeçaria, não seria a mesma. Hoje vamos dar a Castrojeriz um pouco que nunca deveria sequer er perdido”, rematou o investigador.

  Adriana Peixoto, ZAP //

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