Reconstruída a rostro de um “vampiro” com mais de 200 anos

0
8027

(cv)

Max Schreck em “Nosferatu”.

Um varão réu de ser um vampiro, enterrado nos Estados Unidos durante o século XVIII, tem agora a sua rostro reconstruída graças ao trabalho de uma equipa de investigadores.

Os vampiros dispensam apresentações. Estes seres mitológicos, ou folclóricos, estão entranhados na cultura pop, sendo protagonistas de diversos filmes e séries. Dificilmente terão sido seres reais, embora na era muitos acreditassem que existiam— acusando mesmo pessoas de serem vampiros.

É esse o caso de um varão nos Estados Unidos, que no século XVIII foi enterrado em Griswold, Connecticut, com os ossos do fémur dispostos de forma cruzadauma forma usada pelos locais para indicar que se tratava de um vampiro.

Mais de 200 anos depois, escreve a Live Science, evidências de ADN estão a revelar detalhes deste misterioso varão. Zero tema: a estudo dos investigadores revelou que tinha ADN humano.

A equipa de cientistas concluiu que, na fundura da morte, o varão — espargido uma vez que JB55 — tinha tapume de 55 anos de idade e sofria de tuberculose.

Através de um software de reconstrução facial em 3D, um artista judicial determinou que JB55 provavelmente tinha pele clara, olhos castanhos ou avelã, cabelos castanhos ou pretos e algumas sardas.

Parabon Nanolabs / Virginia Commonwealth University

Reconstrução em 3D do rosto do varão réu de ser um vampiro.

Com base no posicionamento dos ossos, os investigadores suspeitam o corpo foi desenterrado e novamente enterrado. Esta era uma prática geral associada à crença de que alguém era um vampiro.

Os habitantes locais removeram os ossos do fémur e cruzaram-nos sobre o peito. “Desta forma, eles não seriam capazes de andejar por aí a brigar os vivos”, explicou a coautora Ellen Greytak, em declarações à Live Science.

Os cientistas encontraram sérias dificuldades ao fazer a reconstrução facial de JB55. Trabalhar com ossos com mais de dois séculos não é propriamente fácil.

Os investigadores tiveram ainda de extrair o ADN de um tipo enterrado nas proximidades que se acreditava ser um parente de JB55. Para piorar ainda mais a sua situação, estas amostras também estavam em péssimas condições.

Ainda assim, Greytak e companhia conseguiram instituir que os dois homens “eram parentes em terceiro proporção, ou primos em primeiro proporção”.

  Daniel Costa, ZAP //

Deixe um comentário