Rússia começa a controlar internet na Ucrânia

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As zonas ucranianas que são controladas pelos russos, nas ruas, também, estão a ser controladas pela “máquina” russa na internet.

Não é só no terreno, a nível militar, que a Rússia está a dominar a zona Leste e Sudeste da Ucrânia.

As zonas ucranianas que são controladas pelos russos, nas ruas, também, estão a ser controladas pela “máquina” russa na internet. É uma nova frente no conflito.

Quem utiliza a internet nessas zonas está a ser conduzido para a Rússia, para a sua “poderosa máquina de censura e vigilância”, avisa a revista Wired.

Os russos, ou apreendem equipamentos, ou exigem aos ucranianos a reconfiguração das redes. Ou ambos.

Exemplo: Kherson. No final de Maio as páginas ficaram todas offline, naquela cidade; quando voltaram, aparentemente estava tudo igual – mas não estava.

Todo o tráfego da internet passou a ser controlado por um provedor russo e pela “máquina de censura online” liderada pelo presidente Vladimir Putin.

Ao longo das últimas semanas, há constantes interrupções do tráfego – porque os provedores de serviços de internet são forçados a redirecionar as ligações através da infraestrutura russa.

Alguns altos funcionários da Ucrânia, especialistas no mundo online, avisam que vários IPs ucranianos passaram a ser forçados a mudar os seus serviços para provedores russos e, assim, os seus clientes ficam expostos à rede de vigilância da Rússia.

As empresas de fornecimento de internet, ou redireccionam as ligações sob o controlo russo, ou então encerram as ligações.

As redes ucranianas estão parcialmente bloqueadas ou completamente desligadas.

A Rússia estará a impedir acesso à informação que Moscovo considera ser falsa, ou inadequada para ser publicada. Controlar a informação é essencial para Putin.

A “russificação” da área também passa pelos telemóveis: começaram a ser vendidos sobretudo cartões SIM de números russos.

Nas últimas semanas, surgiu em Kherson uma nova e “misteriosa” empresa de comunicações por telemóvel. Cartões SIM em branco, sem referência a qualquer marca. Mas o prefixo dos números é da Rússia.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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