Será que a Terreno pode ser ejetada do nosso sistema solar?

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(CC0/PD) sumitsahare / Pixabay

Na história de Liu Cixin “The Wandering Earth” (publicada pela primeira vez na revista chinesa Science Fiction World em julho de 2000), Cixin retrata um cenário em que os líderes do planeta concordam em impulsionar a Terreno para fora do sistema solar, para evadir a uma iminente erupção solar que deverá destruir todos os planetas.

Esta história é, claramente, ficção, mas será que a Terreno poderia realmente transpor do sistema solar? “É muito improvável”, revela Matteo Ceriotti, engenheiro aeroespacial e professor de engenharia de sistemas espaciais na Universidade de Glasgow, no Reino Uno, em entrevista à Live Science.

Todavia Ceriotti sublinha que “improvável” não significa que seja “impossível”, e sugeriu uma forma de o fazer (teoricamente falando).

“A Terreno poderia ser afastada da sua trajectória através da ação de um enorme objeto interestelar, voando através do espaço interestelar“, explica o docente.

“Neste encontro próximo, publicado porquê ‘flyby’, a Terreno e o objeto trocariam vigor e impulso, e a trajectória da Terreno seria perturbada. Se o objeto fosse suficientemente rápido, massivo e próximo, poderia projctar a Terreno para uma trajectória de fuga, fora do sistema solar”, acrescenta Ceriotti.

Timothy Davis, professor de física e astronomia na Universidade de Cardiff, no Reino Uno, concordou que a Terreno poderia teoricamente ser expulsa do sistema solar, e tem a sua própria hipótese sobre porquê isso poderia intercorrer.

“Os planetas, tal porquê existem neste momento, estão em órbitas estáveis à volta do Sol. Todavia, se o Sol tivesse um encontro próximo com outra estrela, portanto as interações gravitacionais destes corpos poderiam perturbar estas órbitas, e possivelmente originar a expulsão da Terreno do sistema solar”, disse Davis.

No entanto, o professor observou que, embora leste cenário seja viável, é pouco provável que realmente aconteça — pelo menos num horizonte próximo.

“Tais encontros estelares são bastante raros”, realçou Davis. “Por exemplo, sabemos que a estrela Gliese 710 se vai aproximar bastante do Sol em termos astronómicos, dentro de murado de um milhão de anos — mas mesmo assim, é pouco provável que perturbe os planetas”.

Embora seja improvável que forças externas forcem a Terreno a transpor do sistema solar em breve, poderá a humanidade erigir um pouco capaz de transladar o planeta a tal ponto que leste acabe por ser ejetado?

“A vigor necessária para remover a Terreno da sua trajectória e expulsá-la do sistema solar é tão maciça, que parece improvável”, admite Davis.

Embora tal evento esteja longe de ser provável, o que aconteceria se a Terreno se separasse do sistema solar? Que impactos ocorreriam se o nosso planeta acabasse por ser permanentemente arrancado para as profundezas do universo?

“A Terreno voaria para o espaço interestelar até ser capturada ou engolida por outra estrela ou por um buraco preto”, explicou Ceriotti, acrescentando que se a Terreno deixasse o sistema solar, provavelmente resultaria na dizimação de muita — se não de toda — a vida do planeta.

“É improvável que a atmosfera sobrevivesse: O clima global da Terreno é muito quebrável devido a um fino firmeza entre a radiação que chega do Sol e a vigor dissipada para o espaço profundo. Se isto se alterasse, as temperaturas mudariam imediata e drasticamente”, advertiu Ceriotti.

Davis concordou que a maior segmento da vida na Terreno não sobreviveria a leste movimento catastrófico de encolhimento do sistema solar.

“Se a Terreno abandonasse o sistema solar, é muito provável que a grande maioria da vida tal porquê a conhecemos desaparecesse. Quase toda a vigor utilizada pelos organismos vivos da Terreno tem origem no Sol, quer diretamente (por exemplo, vegetalidade que fotossintetizam), quer indiretamente (por exemplo, herbívoros que comem as vegetalidade, e carnívoros que comem os herbívoros)”, acrescenta o docente.

“Neste cenário, quanto mais a Terreno se afastasse do Sol, mais baixa seria a sua temperatura. Acabaria por regelar por completo. A única manadeira oriundo de calor restante seria o decaimento dos elementos radioativos na crosta terrestre, remanescentes da formação do sistema solar”, notou também Davis.

Davis explicou que até poderia restar alguma vida no planeta, caso isto realmente acontecesse, mas acabaria por estar condenada.

“Alguns ‘extremófilos’ (animais/vegetalidade que podem viver em ambientes extremos) poderiam viver desta vigor, mas a vida complexa provavelmente desapareceria por completo. Leste calor radioativo somente permitiria à Terreno manter uma temperatura de murado de 230 graus negativos. A estas temperaturas, a maior segmento da atmosfera também congelaria, deixando a Terreno porquê um mundo morto e gelado que se lançou para as estrelas”, indicou Davis.

No horizonte, Ceriotti admitiu que o nosso sistema solar acabará por ser tão gravemente perturbado que a Terreno ou será arrasada, ou será completamente destruída.

“Prevemos que a nossa galáxia está em rota de colisão com Andrómeda [a nossa galáxia vizinha mais próxima] dentro de aproximadamente 4,5 milénio milhões de anos. Uma tal colisão em grande graduação de milhões de estrelas é suscetível de originar uma grande perturbação no sistema solar”, admitiu Ceriotti.

“Está também previsto que o Sol irá, nos próximos 5 milénio milhões de anos, mais ou menos, aumentar e engolir a Terreno”, acrescentou o docente.

Assim, embora a Terreno acabe por deixar o sistema solar de uma forma ou de outra, não é um pouco com que tenhamos de nos preocupar ainda durante alguns milhares de milhões de anos. Provavelmente.

  Alice Carqueja, ZAP //

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