Será que nas sociedades animais (também) há desigualdade de riqueza?

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tgraham / Flickr

Apesar de não se basearem no verba, as sociedades animais também sofrem com a desigualdade de aproximação ao manjar ou no controlo de territórios. Uma novidade hipótese sugere que devemos investigar o reino bicho da mesma forma que estudamos a nossa economia.

Os animais podem não ter sindicatos, não ter de suportar com a inflação ou não ter uma figura histórica porquê Karl Marx que dedique a investigar sobre os efeitos das assimetrias criadas no capitalismo, mas isso não significa que a desigualdade de riqueza seja um noção reservado somente às sociedades humanas.

De convenção com um estudo publicado na Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, o noção da desigualdade económica também pode ser aplicado às comunidades de animais.

Os cientistas acreditam olhar para o mundo bicho com uma lente igual à que usamos para estudar as sociedades humanas — e que tem em conta a desigualdade económica — ajuda a explicar muitos dos comportamentos das diferentes espécies e pode responder a muitas questões sobre a sua evolução.

O momento “Eureka!” dos co-autores Eli Strauss e Daizaburo Shizuka surgiu quando ambos estavam a ler pesquisas nos ramos da economia e da sociologia sobre o impacto da desigualdade da riqueza.

“Ler estes estudos fascinantes de economia e sociologia fez-me pensar que estas pesquisas têm um objetivo geral com o meu trabalho no comportamento bicho — ambos queremos entender porquê a desigualdade surge e porquê afecta as consequências para os indivíduos e grupos”, revela Strauss.

Mas, finalmente, porquê é que pode ter desigualdade de riqueza nas sociedades animais quando estas não têm verba? Para os autores, as assimetrias não têm de se limitar a quem tem mais verba no banco para que se possa falar de desigualdade económica e o mesmo pode ser dito da verdade nas antigas sociedades humanas, porquê entre os caçadores-colectores.

No caso dos animais, a moeda de troca pode o manjar, o domínio de um território estratégico e outros recursos escassos essenciais à sua sobrevivência. As relações sociais também são uma manadeira sátira de riqueza em muitas espécies que formam alianças e se protegem mutuamente. E tal porquê nos humanos, essa riqueza também passa muitas vezes de pais para filhos nos animais, escreve o Science Daily.

Os autores esperam que esta mudança na perspectiva nos permita ter uma visão mais precisa sobre a ecologia e a evolução das sociedades animais. “A estrutura de uma sociedade influencia muito todos os indivíduos que vivem nela. A biologia das sociedades animais inclui estes tipos de dinâmicas e nós não podemos entender a evolução dos animais sociais sem reconhecermos oriente feedback entre o quidam e a sociedade”, afirma Shizuka.

Apesar desta hipótese ser intrigante, os autores avisam que a desigualdade de riqueza no reino bicho não é igual à vista nas comunidades humanas.

“Nós podemos olhar para outras espécies para entendermos os processos evolutivos gerais que todos os animais produzem, incluindo nós. Mas a questão sobre a moral de uma sociedade humana é uma fundamentalmente uma questão moral onde as vidas sociais dos animais não nos podem guiar. Isto é um pouco que temos de interpretar sozinhos”, remata Strauss.

  Adriana Peixoto, ZAP //

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