‘Sex dolls’ são as parceiras ideais? Metade dos utilizadores diz que sim

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charlesdeluvio / Unsplash

Metade dos indivíduos que possuem ‘sex dolls’, ou bonecas sexuais – com tamanho real e características femininas realistas -, consideram o objeto a sua parceira ideal, revelou um novo estudo.

Segundo a investigação, publicada recentemente no The Journal of Sex Research, as pessoas que atribuem características mais humanas às suas bonecas sexuais tendem a ter atitudes mais hostis em relação às mulheres.

“Estamos preocupados com o debate emergente nos meios de notícia e na ateneu sobre a utilização de bonecas sexuais altamente realistas, sem dados empíricos para abordar as principais críticas”, indicou a investigadora Jeanne C. Desbuleux, do Instituto de Psiquiatria Judicial e Investigação sexual da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha.

Em alguns países, “levante debate, orientado pela moralidade, está a contribuir para a proibição das bonecas (com uma ar infantil). As pessoas tendem a estigmatizar comportamentos sexuais desviantes, portanto sentimos que era importante das voz às pessoas afetadas”, continuou a perito.

Participaram no estudo 217 utilizadores, dos 18 aos 77 anos. Da exemplar, 91,7% eram homens, 2,3% eram mulheres, 2,3% eram não-binários e 2,09% identificaram-se porquê “outros”. A maioria (67,7%) também se identificou porquê heterossexual.

Os participantes responderam a um questionário onde fornecerem dados relativos à utilização das ‘sex dolls’ e à sua antropomorfização, assim porquê à objetivação e à hostilidade em relação às mulheres.

De conformidade com os resultados, metade dos participantes considerava a boneca porquê a sua parceira ideal e declarava estar emocionalmente ligado a ela, enquanto a outra metade disse que a utilizava unicamente porquê um brinquedo sexual.

Os participantes que estavam “numa relação” com a ‘sex doll’ declararam estar apaixonados pelo objeto e que a sua saúde mental havia melhorado. Eram também esses que concordavam com afirmações porquê “uso bonecas porque acho os corpos dos meus potenciais parceiros sexuais humanos menos atraentes”. Estes eram mais propensos a ser solteiros ou divorciados.

“Ficámos surpreendidos com o saliente número de indivíduos que parecem realmente viver qualquer tipo de relação com as bonecas e relataram, por exemplo, uma melhoria na saúde mental desde a sua posse, apego emocional e uma sensação reduzida de atratividade por potenciais parceiros humanos”, referiu a investigadora ao PsyPost.

Nos participantes que consideravam estar “numa relação” com a ‘sex doll’, os investigadores constataram que a antropomorfização estava associada à objetivação e hostilidade em relação às mulheres.

No universal, murado de 70% dos participantes relatou que a utilização das bonecas não tinha mudado a sua imagem sobre as mulheres, enquanto 6% relatou uma mudança positiva e 2,3% uma mudança negativa. Quase 10% afirmou ter ficado menos interessado em mulheres.

“Pode ser que as relações sexuais e emocionais com objetos porquê robôs estejam a aumentar devido à crescente” aposta na tecnologia, indicou ainda a responsável.

Jeanne C. Desbuleu acrescentou que, embora os dados mostrem “uma relação entre atitudes problemáticas em relação às mulheres e a antropomorfização das ‘sex dolls’, é provável que as bonecas reflitam meramente uma sociedade sexualizada e objetivadora”, sendo necessários mais estudos.

  ZAP //

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