“Sharkcano”. NASA divulga imagens de erupção do vulcão habitado por tubarões

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NASA Earth Observatory images /Joshua Stevens / Landsat data from the U.S. Geological Survey

Plumas de atividade vulcânica subaquática

O vulcão Kavachi, um ativo vulcão submarino nas Ilhas Salomão, é, há muito tempo, lar de tubarões. No entanto, o outrora recreio calmo no sudoeste do Oceano Pacífico tornou-se recentemente um pouco menos sereno.

Nos últimos meses, imagens de satélite da NASA detetaram plumas de água sobre o vulcão – sinais indicadores de atividade vulcânica.

Segundo o Programa Smithsonian Global Volcanism Program, as fotografias foram captadas no dia 14 de maio pelo Operational Land Imager 2 no satélite Landsat 9, e mostram uma mancha de água de cor esverdeada no local onde ocorreu a erupção.

O vulcão terá começado a entrar em erupção em outubro do ano passado, de acordo com um comunicado divulgado pelo Observatório da Terra da NASA.

Antes desta, as erupções mais recentes ocorreram em 2014 e 2007. Os registos indicam que a primeira erupção registada do Kavachi – também conhecido como “Sharkano” (nome que aglutina as palavras em inglês para ‘tubarão’ e ‘vulcão’) – ocorreu em 1939, com explosões subsequentes que criaram ilhas.

Segundo o Live Science, investigações levadas a cabo pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) descobriram que as plumas de água quente e ácida do vulcão contêm partículas, fragmentos de rocha vulcânica e enxofre, sendo que este último “atrai comunidades microbianas”.

Durante uma expedição, em 2015, os cientistas ficaram surpreendidos ao descobrir que a cratera do vulcão alojava dois tipos de tubarões: tubarões cabeça-de-martelo e tubarões-seda.

A descoberta foi surpreendente por comprovar que animais marinhos de grandes dimensões também podem habitar ambientes extremos, tolerando água quente e ácida com fragmentos de rocha vulcânica e enxofre.

O vulcão Kavachi fica a cerca de 24 quilómetros a sul da ilha de Vangunu e entra em erupção quase continuamente. O cume está situado a 20 metros abaixo do nível do mar, enquanto a base fica no fundo do mar, a uma profundidade de 1,2 quilómetros.

  ZAP //

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