Tinta das tatuagens pode ter produtos químicos nocivos

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Benjamin Lehman / Unsplash

Uma novidade investigação aponta para a possibilidade de a tinta das tatuagens ter químicos prejudiciais para a saúde humana.

Depois de analisarem tapume de 100 tintas de tatuagem, os investigadores verificaram que várias delas continham químicos não declarados na sua lista de ingredientes, e em tamanhos de nanopartículas suspeitas de serem prejudiciais.

Os resultados desta investigação, publicados na ACS a 24 de agosto, foram apresentados na reunião de outono da Sociedade Americana de Química.

“A teoria para leste projeto surgiu inicialmente porque estava interessado no que acontece quando a luz laser é usada para remover tatuagens“, explicou John Swierk, investigador da Universidade de Binghamton.

“Mas depois apercebi-me de que muito pouco se sabe sobre a constituição das tintas para tatuagens, por isso começámos a averiguar as marcas populares”, referiu Swierk.

Nos Estados Unidos, as tatuagens estão dentro dos limites da cosmética, segundo a Food and Drug Administration (FDA). Isto significa que as tintas utilizadas não precisam de ser aprovadas pela FDA e nenhum regulamento exige que um obreiro faça sequer uma lista dos ingredientes da tinta da tatuagem.

Quando Swierk e os seus colegas começaram a investigar, aperceberam-se de que a maioria dos tatuadores não sabia exatamente o que estava nas tintas utilizadas.

Muitas das empresas que fabricam tintas para as tatuagens também são produtoras de pigmentos para tintas e têxteis. Os investigadores questionaram se os pigmentos para tatuagens utilizavam os mesmos químicos das tintas comerciais.

Através de técnicas porquê a espectroscopia de sonância magnética nuclear e a espectroscopia Raman, os investigadores esforçaram-se por compreender o que estava exatamente nestas tintas de tatuagem, segundo a New Atlas.

Esta temporada inicial da investigação analisou tapume de 100 tintas de tatuagem e, de simetria com Swierk, houve surpresas com quase todas as tintas que estudaram.

“Sempre que olhávamos para uma das tintas, encontrávamos um pouco”, contou Swierk. “Por exemplo, 23 das 56 tintas analisadas até à data sugerem a presença de um corante com corantes azoicos”.

Os corantes azoicos são geralmente considerados seguros, e são utilizados numa série de produtos comerciais, desde tapetes a têxteis. Alguns tipos de corantes azoicos são também utilizados em produtos alimentares.

No entanto, a luz UV ou as bactérias podem fazer com que estes pigmentos se degradem em moléculas que são cancerígenas.

Uma estudo suplementar de 16 tintas revelou que tapume de metade dos produtos continham nanopartículas com menos de 100 nanómetros.

As partículas deste tamanho são muito mais suscetíveis de transmigrar para outras partes do corpo. As nanopartículas minúsculas de tinta tatuada podem ser encontradas nos gânglios linfáticos de uma pessoa. “Isto é preocupante“, alertou Swierk. “Partículas deste tamanho podem cruzar a membrana celular e provocar danos potenciais”.

Em última estudo, leste trabalho ainda se encontra na sua temporada inicial. Os investigadores criaram um website chamado “What’s In My Ink”, concebido para increver o texto de muitas tintas de tatuagem disponíveis comercialmente.

Até agora, exclusivamente se encontra no site um pequeno número de tintas. Uma vez que estes últimos dados sejam revistos por pares e publicados na revista científica, serão adicionados ao site.

  Alice Carqueja, ZAP //

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