Tirar catotas do nariz pode potenciar o emergência de Alzheimer

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aqua.mech / Flickr

Em razão está uma bactéria, a Chlamydia pneumoniae, frequentemente encontrada no cérebro de vários pacientes que desenvolveram a quesito. 

Um novo estudo científico revelou uma relação ténue mas plausível entre o hábito de tirar catotas nariz e o aumento do risco de desenvolvimento da demência.  Em razão estão os danos que podem ser causados aos tecidos internos, por onde as espécies ricas em bactérias têm um caminho mais simples para o cérebro, que responde à sua presença de formas que se assemelham aos sinais da doença de Alzheimer.

Neste campo há muitas advertências, sobretudo porque até agora a investigação de base é baseada em ratos e não em humanos, apesar de os resultados serem definitivamente dignos de mais investigação – e poderiam melhorar a nossa compreensão de uma vez que a doença de Alzheimer começa, o que continua a ser um tanto de um mistério.

Uma equipa de investigadores liderada por cientistas da Universidade Griffith na Austrália realizou testes com uma bactéria chamada Chlamydia pneumoniae, que pode infectar seres humanos e promover pneumonia. A bactéria também foi invenção na maioria dos cérebros humanos afetados por demência tardia.

No estudo oi demonstrado que, no caso dos ratos, a bactéria podia viajar pelo nervura olfactivo (unindo a cavidade nasal e o cérebro). Ou por outra, quando houve danos no epitélio nasal (o tecido fino ao longo do telhado da cavidade nasal), as infecções nervosas pioraram. Isto levou o cérebro do rato a depositar mais da proteína amilóide beta – uma proteína que é libertada em resposta a infeções. As placas (ou tufos) desta proteína também se encontram em concentrações significativas em pessoas com doença de Alzheimer.

“Somos os primeiros a mostrar que a Chlamydia pneumoniae pode subir diretamente pelo nariz e entrar no cérebro onde pode desencadear patologias que se assemelham à doença de Alzheimer”, explicou o neurocientista James St John da Universidade de Griffith, na Austrália, citado pela Science Alert. “Vimos isto intercorrer num padrão de rato, e as provas são potencialmente assustadoras também para os humanos”.

Os cientistas ficaram surpreendidos com a rapidez com que C. pneumoniae se instalou no sistema nervoso medial dos ratos, com a infecção a intercorrer dentro de 24 a 72 horas. Pensa-se que as bactérias e os vírus vêem o nariz uma vez que uma auto-estrada para o cérebro.

Embora não seja manifesto que os efeitos sejam os mesmos nos humanos, ou mesmo que as placas amilóides-beta sejam uma razão da doença de Alzheimer, é no entanto importante seguir pistas promissoras na luta para compreender esta quesito neurodegenerativa generalidade. “Precisamos de fazer nascente estudo em humanos e confirmar se o mesmo caminho funciona da mesma forma”, diz St John.

“É uma investigação que tem sido proposta por muitas pessoas, mas ainda não concluída. O que sabemos é que estas mesmas bactérias estão presentes nos humanos, mas ainda não descobrimos uma vez que é que elas lá chegam“. O hábito de tirar catotas do nariz não é exatamente uma coisa rara. De facto, é provável que 9 em cada 10 pessoas o façam.

Estão planeados estudos futuros sobre os mesmos processos em humanos – mas até lá, St John e os seus colegas sugerem que tirar catotas do nariz ou tirar os pelos do nariz não é “uma boa teoria” devido aos potenciais danos que provoca no tecido protetor do nariz. Uma questão pênsil que a equipa procurará responder é se os depósitos aumentados de proteína amilóide beta são ou não uma resposta imunitária oriundo e saudável que pode ser invertida quando a infecção é combatida.

O Alzheimer é uma doença extremamente complicada, uma vez que é evidente pelo grande número de estudos sobre a mesma e pelos muitos ângulos diferentes que os cientistas estão a tomar ao tentar compreendê-la – mas cada investigação aproxima-nos um pouco mais de encontrar uma forma de a parar.

“Quando se tem mais de 65 anos, o fator de risco sobe, mas estamos também a indagar outras causas, porque não é só a idade – é também a exposição ambiental”, diz St John. “E pensamos que as bactérias e os vírus são críticos“.

  ZAP //

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