Um dos locais mais radioativos do mundo pode ajudar astronautas a protegerem-se da radiação

0
6639

Yves Alarie / Unsplash

Um fungo que prolifera em Chernobyl, um dos locais mais radioativos do mundo, pode ajudar astronautas a protegerem-se da radiação do Espaço.

Fukushima, no Japão, é o lugar mais radioativo do mundo, depois de, em 2011, um terramoto e um tsunami terem causado o derretimento de três dos seis reatores da mediano nuclear. A seguir na lista está um sítio também icónico, pelas piores razões: Chernobyl.

O que aconteceu na cidade ucraniana tornou-se o mais infame acidente nuclear de sempre. A catástrofe libertou 100 vezes mais radiação do que as bombas de Nagasaki e Hiroshima. Mais de 6 milhões de pessoas ficaram expostas à radiação e as estimativas de mortes variam entre 4 milénio e 93 milénio.

O nome Chernobyl parece ter ficado cronicamente associado a ruína e morte — mas agora pode ser prestável.

Uma recente experiência a bordo da Estação Espacial Internacional (EEI) sugere uma solução surpreendente: um fungo comedor de radiação pode ser usado porquê escudo contra a radiação gama no Espaço, escreve o portal Freethink.

O fungo em justificação é Cladosporium sphaerospermum, uma espécie que prolifera em zonas de elevada radiação, porquê por exemplo Chernobyl. O fungo consegue transmutar a radiação gama em vontade, num processo semelhante à fotossíntese, chamado radiossíntese.

Curiosamente, o C. sphaerospermum usa melanina — o mesmo pigmento que dá cor à nossa pele — para transmutar raios X e gama em vontade química. Os resultados foram publicados no servidor de pré-impressão bioRxiv.

Os cientistas não sabem ao notório porquê é que isto acontece. No entanto, acreditam que as grandes quantidades de melanina dos fungos controlam a transferências eletrões, permitindo assim um proveito de vontade.

A boa notícia é que o fungo autoreplica-se, pelo que os astronautas teoricamente seriam capazes de “cultivar” uma proteção contra a radiação no Espaço. Ainda assim, os cientistas não têm a certeza se o fungo sobreviveria na EEI.

“Enquanto na Terreno, a maioria das fontes de radiação são raios gama e/ou raios X; a radiação no Espaço e em Marte é de um tipo completamente dissemelhante e envolve partículas altamente energéticas, principalmente protões. Essa radiação é ainda mais destrutiva do que os raios X e gama, portanto nem mesmo a sobrevivência do fungo na EEI era garantida”, diz o coautor Nils J.H. Averesch.

  Daniel Costa, ZAP //

Deixe um comentário