Uso prolongado de antidepressivos pode duplicar o risco de doenças cardíacas

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Danilo Alvesd / Unsplash

Os antidepressivos são dos medicamentos mais usados a nível mundial. Apesar da sua ampla utilização, pouco se sabe sobre as consequências para a saúde do tratamento a longo prazo.

Num item publicado recentemente na Cambridge University Press, investigadores do Bristol’s Centre for Academic Mental Health revelaram que o uso prolongado de antidepressivos – entre cinco a dez anos – está relacionado a um risco acrescido de doenças cardíacas. As conclusões mostraram ainda que essa utilização está associada a uma maior mortalidade por doenças cardiovasculares.

De harmonia com estudo, citado pelo Tech Explorist, os antidepressivos que não aumentam diretamente a quantidade de serotonina – uma vez que a mirtazapina, a venlafaxina, a duloxetina e a trazodona – são os que apresentam maior risco. O seu uso prolongado pode duplicar o risco de doenças cardíacas, de morte por problemas cardiovasculares e por outras condições de saúde.

Porém, as conclusões mostraram também que o uso de outros antidepressivos, em privado de inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), estão associados a um risco mais reduzido (entre 23 a 32% mais reles) de desenvolver hipertensão e diabetes. Os investigadores indicaram que as razões para esses  resultados não são claras.

O grupo analisou os efeitos do uso prolongado de antidepressivos em diferentes problemas de saúde: diabetes, hipertensão, doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais (AVC). Verificou ainda a relação entre essa utilização e a mortalidade por doenças cardiovasculares e a mortalidade no universal.

Para realizar a investigação, o grupo recorreu ao Biobank, uma base de dados em grande graduação que contém informação sobre genética, estilo de vida e saúde de meio milhão de britânicos. Esses dados foram cruzados com registos de médicos e de récipe de 222.121 adultos, com idades compreendidas entre os 40 e os 69 anos.

Segundo o investigador Narinder Bansal, o primeiro responsável do estudo, embora a equipa tenha tido em conta “uma vasta gama” de fatores de risco pré-existentes, “é difícil controlar totalmente os efeitos da depressão neste tipo de estudo, em secção porque existe uma versatilidade considerável ao nível dos registos sobre a sisudez da doença nos cuidados primários”.

“Isto é importante porque muitas pessoas que tomam antidepressivos, tais uma vez que mirtazapina, venlafaxina, duloxetina, e trazodona, podem ter uma depressão mais grave. Isto torna difícil separar os efeitos da depressão dos efeitos da medicação. É necessária mais investigação para calcular se as associações que vimos devem-se genuinamente aos medicamentos”, referiu o investigador.

E continuou: “entretanto, a nossa mensagem para os clínicos é que receitar antidepressivos a longo prazo pode não ser isento de danos. Esperamos que oriente estudo ajude os médicos e pacientes a terem conversas mais informadas, ponderando os potenciais riscos e benefícios dos tratamentos para a depressão”.

“Independentemente de os medicamentos serem a motivo subjacente a estes problemas, as nossas conclusões sublinham a valia da monitorização e prevenção cardiovascular proativa em pacientes com depressão e que estão a tomar antidepressivos, oferecido que ambos têm sido associados a riscos mais elevados”, indicou ainda o profissional.

  ZAP //

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