Vénus tornou-se uma estufa ácida escaldante. A culpa foi dos seus supervulcões

0
2258

Peter Rubin / NASA/JPL-Caltech

Concepção artístico de atividade vulcânica em Vénus

Um novo item científico da NASA sugere que a atividade vulcânica, que durou centenas a milhares de séculos e que libertou quantidades massivas de material, pode ter ajudado a transformar Vénus de um mundo temperado e húmido para a estufa ácida que é hoje.

O item também discute estas “grandes províncias ígneas” na história da Terreno que causaram várias extinções em volume no nosso próprio planeta há milhões de anos detrás.

“Ao compreender o registo de grandes províncias ígneas na Terreno e em Vénus, podemos prescrever se estes acontecimentos podem ter causado a atual quesito de Vénus”, disse Michael J. Way, investigador do GISS (Goddard Institute for Space Studies) da NASA em Novidade Iorque.

Way é o responsável principal do item, publicado a 22 de abril na revista The Planetary Science Journal.

As grandes províncias ígneas são os produtos de períodos de vulcanismo em grande graduação que duram dezenas de milhares ou até mesmo centenas de milhares de anos. Podem depositar murado de 500.000 quilómetros cúbicos de rocha vulcânica à superfície.

No limite superior, poderá valer rocha fundida suficiente para enterrar toda a Península Ibérica a quase um quilómetro de profundidade.

Hoje, Vénus tem temperaturas superficiais que rondam em média os 464º C e uma atmosfera com murado de 90 vezes a pressão da Terreno ao nível do mar.

NASA/JPL

Maat Mons é apresentado nesta perspetiva tridimensional, gerada por computador, da superfície de Vénus. O ponto de vista situa-se a 634 quilómetros para setentrião de Maat Mons, a uma altitude de 3 quilómetros. Os fluxos de lava estendem-se por centenas de quilómetros através das planícies fracturadas vistas em primeiro projecto, até à base de Maat Mons.

De congraçamento com o estudo, as enormes erupções vulcânicas podem ter oferecido início a estas condições infernais em algum lugar na história antiga de Vénus.

Em pessoal, a ocorrência de várias dessas erupções num pequeno espaço de tempo geológico (um milhão de anos) poderia ter levado a um efeito de estufa que deu início à transição do planeta de húmido e temperado para quente e sedento.

80% da superfície totalidade de Vénus está coberta por grandes campos de rocha vulcânica solidificada, disse Way. “Embora ainda não estejamos manifesto da frequência com que ocorreram os acontecimentos que criaram estes campos, devemos ser capazes de a prezar estudando a própria história da Terreno”.

A vida na Terreno sofreu pelo menos cinco grandes eventos de extinção em volume desde a origem da vida multicelular há murado de 540 milhões de anos, cada um dos quais dizimando mais de 50% da vida bicho em todo o planeta.

Segundo leste estudo e outros anteriores, a maioria destes eventos de extinção foram causados ou exacerbados pelos tipos de erupções que produzem grandes províncias ígneas.

No caso da Terreno, as perturbações climáticas provocadas por estes eventos não foram suficientes para originar um efeito de estufa extremo porquê ocorreu em Vénus, por razões que Way e outros cientistas ainda estão a trabalhar para prescrever.

As próximas missões da NASA a Vénus, programadas para o final desta dez — a missão DAVINCI  e a missão VERITAS — visam estudar a origem, história e estado atual de Vénus em detalhes sem precedentes.

“Um objetivo principal da DAVINCI é melhor prescrever a história da chuva em Vénus e quando esta pode ter sumido, fornecendo mais informações sobre porquê o clima de Vénus mudou ao longo do tempo”, disse Way.

A missão DAVINCI precederá a VERITAS, um orbitador concebido para investigar a superfície e o interno de Vénus, para melhor compreender a sua história vulcânica e volátil e, assim, o trajectória de Vénus até ao seu estado atual.

Os dados de ambas as missões podem ajudar os cientistas a prescrever o registo exato de porquê Vénus pode ter pretérito de húmido e temperado para sedento e escaldante.

Pode também ajudar-nos a compreender melhor porquê o vulcanismo cá na Terreno afetou a vida no pretérito e porquê poderá a continuar a fazê-lo no porvir.

Deixe um comentário