Vivemos numa simulação? Se sim, já temos um projecto para evadir

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Hersson Piratob / Flickr

Caso estejamos a viver numa simulação, um novo item oferece algumas alternativas para conseguirmos evadir.

Vivemos numa simulação? Esta é uma pergunta que há muito tempo assombra a comunidade científica.

Embora possa parecer um tanto saído do filme “Matrix”, a questão tem levado cientistas a debruçarem-se sobre o tópico. Não há respostas certas, mas alguns investigadores têm teorias arrojadas.

Em 2019, precisamente no vigésimo natalício de “Matrix”, Rizwan Virk, observador do Massachusetts Institute of Technology (MIT), disse numa entrevista que estamos, muito provavelmente, a viver numa simulação.

“Diria que há mais verosimilhança de estarmos a viver numa simulação do que o contrário”, afirmou Virk ao Do dedo Trends. Esta é uma opinião partilhada por outros cientistas e figuras públicas, uma vez que Elon Musk.

Um estudo publicado em 2020 mostra que as probabilidades de estarmos a viver numa veras simulada ou numa veras base – uma existência que não é simulada – são praticamente as mesmas.

Vamos, por momentos, supor que estamos mesmo a viver numa simulação. Neste caso, o observador de computação Roman Yampolskiy descreveu uma vez que é que seria viver nesta veras simulada e uma vez que poderíamos evadir dela.

Num item recentemente pré-publicado no portal ResearchGate, Yampolskiy escreve que o primeiro passo é tentar deslindar em que tipo de simulação estamos.

Citado pela IFLScience, Yampolskiy oferece duas hipóteses: uma simulação parcial, em que um envolvente virtual é simulado e em que agentes não simulados são imersos; e simulação completa, em que tanto o envolvente quanto os agentes são gerados”.

No primeiro cenário, “desencadear um desligamento pode ser suficiente para voltar à veras básica”. Por sua vez, no segundo cenário, “exigiria uma abordagem mais sofisticada”, explica o observador.

Um método seria forçar os simuladores a aumentar cada vez mais o poder computacional para simular a nossa veras.

“Talvez pudéssemos enviar sondas Von Neumann para os cantos mais distantes do Universo, numa tentativa de aumentar deliberadamente o consumo de recursos”, explicou Yampolskiy, “ou poderíamos executar as nossas próprias simulações”.

Ora, se vivêssemos numa simulação parcial, conseguiríamos quebrá-la e ver o que há por trás dela. Mas se vivermos numa simulação totalidade, corremos o risco de pôr um ponto final à nossa existência caso os nosso simuladores simplesmente puxassem o cabo da tomada.

No entanto, Yampolskiy sublinha que estamos no primeiro estágio inicial de pesquisa das possíveis maneiras de evadir. O próximo passo seria investigar mais a estrutura do Universo e principalmente a mecânica quântica.

Basicamente, a Teoria da Simulação sugere que se os humanos continuarem a continuar por centenas, milhares ou mesmo milhões de anos, será bastante seguro declarar que nós teremos muito poder computacional. Com todo nascente poder, é provável que os nossos descendentes fiquem curiosos o suficiente para executar “simulações de maiores”.

Se isso já aconteceu, significaria que a grande maioria das pessoas são simulações dos descendentes avançados da humanidade original e, se for esse o caso, é mais racional supor que você é uma das simulações em vez de um dos humanos biológicos originais.

Desde que Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, publicou um item sobre o argumento da simulação em 2003, várias personalidades têm lutado com a teoria de a nossa veras ser um simulacro.

Há quem tenha tentado identificar maneiras através das quais possamos discernir se somos seres simulados ou mesmo calcular a verosimilhança de sermos entidades virtuais.

O argumento da simulação de Bostrom baseia-se num trilema, no qual pelo menos uma certeza deve ser verdadeira: primeiro, os humanos que alcançam um estágio de vida pós-humana é próximo de zero; em segundo lugar, os humanos interessados em executar simulações ancestrais é próximo de zero; e por último, a verosimilhança de estarmos todos a viver numa simulação é próxima de um.

  Daniel Costa, ZAP //

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