Web Summit: Sétima edição arranca hoje com mais de 70 milénio participantes

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Web Summit / Flickr

A sétima edição da Web Summit arranca hoje em Lisboa e prolonga-se até sexta-feira, contando levante ano com mais de 70.000 participantes, 2.630 ‘startups’ e empresas, 1.120 investidores e 1.040 oradores.

Segundo o presidente executivo da Web Summit, Paddy Cosgrave, levante ano há “muitas coisas”, desde “a graduação”, passando pela “venda dos bilhetes, que ficaram esgotados mais cedo do que nunca, há três semanas”.

Na edição deste ano a questão da cibersegurança vai estar em debate, já que continua a ser “um grande problema”.

Não unicamente do ponto de vista de segurança individual, das palavras-chave de cada tipo e dos portáteis e dispositivos, “mas também a cibersegurança” a nível do país.

Em termos de ‘startups’ portuguesas presentes no evento, “temos o maior número de sempre” e a participação do Brasil cresceu muito, afirmou Paddy Cosgrave.

Relativamente às expectativas para esta edição, Cosgrave disse que vai ser “de longe a mais movimentada de todos os tempos“, salientando que o espaço de expositores cresceu “60%”, tal uma vez que aumentou “drasticamente” o espaço ao ar livre.

Recordou que outros eventos no mundo acabaram, na sequência da pandemia, mas que a Web Summit está de volta mais ocupada do que nunca.

Fundada em 2010 por Paddy Cosgrave, Daire Hickey e David Kelly, a Web Summit é um dos maiores eventos de tecnologia, inovação e empreendedorismo do mundo e evoluiu em menos de seis anos de uma equipa de unicamente três pessoas para uma empresa com mais de 150 colaboradores.

A cimeira tecnológica, que nasceu em 2010 na Irlanda, passou a realizar-se em Lisboa em 2016 e vai realizar-se na capital portuguesa até 2028.

Em 2023, a cimeira tecnológica vai dividir-se entre Lisboa e o Rio de Janeiro. Será a primeira vez que a cimeira tecnológica decorrerá fora da Europa desde que se iniciou, em 2009. A notícia causou qualquer espanto em Lisboa, onde foi recebida com “mal-estar”.

Todavia, vai manter-se também em Lisboa, numa edição dividida entre Portugal e o Brasil. Paddy Cosgrave já tinha oferecido sinais de que queria levar a Web Summit para outros continentes e deu levante ano um passo decisivo nesse sentido, rumando ao Brasil.

A conferência está garantida em Portugal até 2028 no contexto do contrato assinado entre a Web Summit, a Câmara de Lisboa e o Estado português, incluindo uma cláusula de rescisão de 340 milhões de euros por cada ano em que falhe a realização na capital portuguesa.

O evento recebe 11 milhões de euros por ano do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa e do Governo, através do Ministério da Economia, para se manter em Lisboa.

De conformidade com uma avaliação do Gabinete de Estudos Económicos (GEE) do Ministério da Economia, entre 2016 e 2019, as quatro edições da Web Summit em Lisboa tiveram um impacto na economia aquém do esperado.

As estimativas do impacto de ganhos relativos à despesa, no ocupação, na receita fiscal e no valor aumentado bruto (VAB) — que ainda assim teve um resultado positivo de 252 milhões de euros.

Carris, Metro e CP com passe peculiar

A Carris, o Metropolitano de Lisboa e a CP – Comboios de Portugal vão disponibilizar um passe Web Summit, de um, três ou cinco dias, havendo também uma curso rodoviária dedicada ao evento, que decorre entre terça e sexta-feira, em Lisboa.

Consoante a escolha do participante, os passes Web Summit custam de 9,5 euros, 18,50 euros ou 25 euros, respetivamente, e vão abranger os serviços da Carris (autocarros), da rede de metro e das linhas ferroviárias de Cascais e Sintra, que fazem a relação à capital.

O passe permite viagens ilimitadas nestes transportes públicos, “incluindo autocarros, ascensores, comboios, elétricos, elevador e metro, por 1 x 24 horas, 3 x 24 horas ou 5 x 24 horas interpoladas”, de conformidade com uma nota enviada à Lusa pela empresa de transporte rodoviário Carris.

À semelhança de anos anteriores, estará também disponível uma curso rodoviária dedicada à cimeira tecnológica – Shuttle Web Summit –, que vai fazer o trajectória entre a Terreiro de Negócio (Interceptação Rua da Prata com Rua da Alfândega) e a Estação do Oriente (Avenida D. João II), com um pausa médio de 22,5 minutos.

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